O estapafúrdio contrato “ultraconfidencial” entre o Butantan e a Sinovac, que não especifica valor entre as partes

O contrato que o Instituto Butantan, dirigido por Dimas Tadeu Covas, que diz não ter relação de parentesco com Bruno Covas, prefeito de São Paulo, e o gigante laboratório chinês Sinovac, acreditem, não determina quantidade e valor unitário da vacina.

A grosso modo, o contrato beneficia apenas um lado no acordo: o chinês.

As cláusulas do contrato, anunciadas, em junho, como “históricas” pelo governador de São Paulo, João Dória, revelam outras prioridades que, obviamente, não tem nada a ver com a saúde da população do Brasil.

A descoberta ocorre na semana em que os testes com a vacina foram suspensos devido ao falecimento de uma voluntária, cujo motivo da morte – sequer – foi informado pelo Butantan à ANVISA.

Em entrevista, o diretor da ANVISA, Antonio Barras Torres, chegou a dizer que a Agência não é “parceira da vacina, mas árbitro” e que a instituição decidiu por interromper, temporariamente, os testes porque “um evento adverso grave não esperado, com informações incompletas e insuficientes” foi o motivo.O chamado de “Acordo de Colaboração de Desenvolvimento Clínico”, assinado em 08 de junho, e divulgou os principais trechos.

Logo, no início do documento, não fica especificado preços e quantidades das vacinas a serem produzidas. “Ambas as partes têm o objetivo de discutir e definir um preço de mercado razoável para o fornecimento da vacina importada, assim que possível.”

O contrato, totalmente desequilibrado em favor de uma parte, diz que, caso o Brasil queira comercializar a vacina com países da América Latina; os contratos terão que incluir a Sinovac. Ou seja: os chineses têm comando integral do acordo e isso fica bem claro em diversos artigos.

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